Bóiam farrapos de sombra Bóiam farrapos de sombra Em torno ao que não sei ser É todo um céu que se escombra Sem me o deixar entrever. O mistério das alturas Desfaz-se em ritmos sem forma Nas desregradas negruras Com que o ar se treva torna. Mas em tudo isto, que faz O universo um ser desfeito, Guardei, como a minha paz, A esperança, que a dor me traz, Apertada contra o peito.