Abismo de ser muitos! Abismo de ser muitos! Noite Minha! Encruzilhada do meu vasto ser! Quem quero que seja eu? Quem, no entrever Do que fui, treva anónima e mesquinha? Como o último estandarte da rainha Com quem o império findo se perdeu, Descem dos astros mudos do atro céu, Poesia, as razões de quanto fui ou tinha. Nos rumores da treva do que foi Recuam na derrota a murmurar As hostes sem (...) e sem herói Do meu destino feito a ignorar, E, como à última rainha, dói No meu peito um segredo por achar.