Que lindos olhos de azul inocente os do pequenito do agiota!

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|autor=Álvaro de Campos
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:Que lindos olhos de azúl inocente os do pequenito do agiota!
:Santo Deus, que entroncamento esta vida!
:Tive sempre, feliz ou infelizmente, a sensibilidade humanizada.
:E toda a morte me doeu sempre pessoalmente,
:Sim, não só pelo mistério de ficar inexpressivo o orgânico,
:Mas de maneira directa, cá do coração.

:Como o sól doura as casas dos réprobros!
:Poderei odiá-los sem desfazer no sol?

:Afinal que coisa a pensar com o sentimento distraído
:Por causa dos olhos de criança de uma criança ...
