O Tumulto

{{navegar
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|autor=Álvaro de Campos
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:O tumulto concentrado da minha imaginação intelectual ... 
:Fazer filhos à razão prática, como os crentes enérgicos... 
:Minha juventude perpétua 
:De viver as coisas pelo lado das sensações e não das responsabilidades. 
:(Álvaro de Campos, nascido no Algarve, educado por um tio-avô, padre, 
:que lhe instilou um certo amor às coisas clássicas.) (Veio para Lisboa muito novo ...) 
:A capacidade de pensar o que sinto, que me distingue do homem vulgar  
:Mais do que ele se distingue do macaco.  
:(Sim, amanhã o homem vulgar talvez me leia e compreenda a substância do meu ser, 
:Sim, admito-o, 
:Mas o macaco já hoje sabe ler o homem vulgar e lhe compreende a substância do ser.) 

:Se alguma coisa foi por que é que não é 
:Ser nao é ser? 

:As flores do campo da minha infância, não as terei eternamente, 
:Em outra maneira de ser? 
:Perderei para sempre os afetos que tive, e até os afetos que pensei ter? 
:Há algum que tenha a chave da porta do ser, que não tem porta, 
:E me possa abrir com razões a inteligência do mundo?
